A Casa
Um lugar para estar.

A Casa 23.44 fica entre Cunha e Paraty, na Serra da Bocaina, a cerca de 1.500 metros de altitude. Em seus mais de 60 hectares, trilhas e caminhos revelam a exuberância e a diversidade da Mata Atlântica. Árvores centenárias, bromélias e orquídeas compartilham o espaço com aves, quatis, jaguatiricas e tantos outros animais. Dos nossos mirantes, podemos contemplar o sol nascendo sobre o mar e se pondo na Serra da Mantiqueira.
A Casa escolheu ser pequena: até oito hóspedes e poucos períodos de abertura ao longo do ano, buscando preservar a qualidade dos dias que passamos juntos e o respeito a todos que aqui trabalham. Nossa biblioteca, a cozinha, os jardins e o pavilhão de práticas fazem parte do cotidiano, e a mata é sempre um convite à descoberta.
Os dias acompanham os ritmos da natureza. Conforme a proposta de cada encontro, yoga, meditação e conversas fazem parte da experiência. Há espaço e tempo para não fazer nada, observar os rios de nuvens, ler, caminhar, descansar e estar sozinho. A convivência e o recolhimento cabem na mesma estadia.

Uma casa para compartilhar
A Casa nasceu de uma longa busca por um lugar onde pudéssemos aterrar, nos aproximar ainda mais da natureza e compartilhar os dias com familiares e amigos. Receber, acolher e estar juntos fazem parte de nossa história desde o início.
O projeto arquitetônico e a implantação da Casa partiram de um período de observação do terreno, que permitiu compreender os movimentos da natureza: os ventos, o sol e as nuvens. A inspiração veio de elementos locais e métodos construtivos tradicionais. Pedra, madeira de reflorestamento e vidro dão forma a uma construção cravada na encosta, que se revela aos poucos e convida à contemplação.
Com o passar dos anos, os jardins amadureceram. Nossa maneira de nos relacionar com a natureza, com o tempo e com o silêncio também foi se desenvolvendo. A Casa ganhou vida nesse convívio.
Hoje, sentimos a necessidade de abrir esse lugar a outras pessoas e dividir o que aprendemos e desenvolvemos nessa trajetória. Para nós, compartilhar, trocar e receber são algumas das formas de encontrar sentido.
Nossas acomodações
Nossa estrutura é formada por apenas quatro suítes, com áreas entre 32 e 80 m²: três na casa principal, com piso aquecido, varandas e janelas panorâmicas com amplas vistas para as montanhas e a mata; e uma quarta e ampla suíte próxima à casa principal, com sala e varanda, abraçada pelo jardim.



Os espaços da Casa
A Casa Principal oferece amplos espaços de convívio ou recolhimento. As varandas, nossa biblioteca e salas fazem um convite para se ficar, ler um livro, conversar ou simplesmente observar os horizontes, o verde, as aves e nuvens.
Próximo à casa principal temos nosso salão com bar, onde nos reunimos para as refeições e nos deixamos ficar.
Nosso pavilhão acolhe as práticas de yoga e meditação e pode receber outras atividades, conforme a proposta de cada encontro. O spa reúne saunas seca e úmida, piscina de água fria e espaços de descanso.
Ao ar livre, os jardins, a cozinha externa e o espaço para fogueira oferecem outras possibilidades de convivência. O fogo, o preparo da comida e a paisagem também fazem parte dos momentos que compartilhamos.

A mesa
A cozinha acompanha o ritmo dos dias, das estações e do que temos disponível. A horta e os ingredientes locais entram sempre que possível, assim como o prazer de cozinhar e descobrir novas formas de preparar e compartilhar a comida.
As refeições acontecem principalmente em torno de uma mesa comum. Em alguns dias, deslocam-se para perto do fogo, para os jardins ou para outros espaços ao ar livre, acompanhando o ritmo da casa e a natureza de cada encontro.

A paisagem e os caminhos
A mata começa praticamente onde a casa termina. Uma rede de trilhas e caminhos atravessa diferentes trechos da propriedade, passando por jardins, árvores centenárias, cursos d’água e pontos de onde a paisagem se abre para a Serra da Mantiqueira e, em dias claros, para o mar.
Caminhar por aqui é uma das formas de conhecer a Casa. Há percursos curtos, para sair sem destino, e caminhadas mais longas que nos levam aos mirantes e a diferentes ambientes da floresta.
A Serra da Bocaina também convida a percursos mais exigentes. A propriedade se conecta ao território do Parque Nacional e a uma rede de caminhos de grande altimetria, com possibilidades de caminhadas longas, corrida de trilha, ciclismo e travessias em direção a Paraty. Para quem vem treinar, a montanha oferece terreno suficiente para dias bastante intensos.
A paisagem muda muito ao longo do dia e das estações. Há manhãs em que estamos acima das nuvens, tardes em que a serra desaparece dentro delas e dias em que o horizonte parece não terminar. Aos poucos, aprendemos que parte da experiência é simplesmente prestar atenção ao que está acontecendo.

Quem recebe
A Casa 23.44 é também a nossa casa. Vivemos aqui e participamos diretamente da forma como cada estadia acontece.
Dani Hispagnol cuida da hospitalidade, da gastronomia e das práticas de autocuidado. Leandro conduz as práticas de meditação, as caminhadas e os percursos pelo território. Juntos, concebemos e conduzimos os encontros, as conversas e as atividades que acontecem na Casa.
Recebemos com uma pequena equipe que conhece a Casa e participa de seu cotidiano. Procuramos estar presentes sem ocupar todo o espaço: preparar o que precisa estar pronto, acompanhar quando necessário e deixar que cada pessoa encontre também o seu próprio ritmo.
Nem toda atividade acontece em todos os encontros, e nem toda programação precisa ser seguida. A Casa oferece caminhos, práticas e possibilidades. Cada pessoa decide como quer atravessar os dias.
A convivência e o recolhimento cabem na mesma estadia.

Entre Cunha e Paraty
A Casa 23.44 está na Serra da Bocaina. Nosso ponto mais alto está a 1.660 metros de altitude, sobre a Baía de Paraty. Estamos entre Cunha e Paraty, a aproximadamente 25 km de Cunha e 30 km de Paraty.
Vindo de Cunha ou de Paraty, o acesso é feito por uma das estradas mais cênicas do Brasil. Curvas que revelam e escondem horizontes, araucárias centenárias e uma paisagem deslumbrante. Os últimos 3 km são em estrada não pavimentada, diminuindo um pouco mais o ritmo da viagem e possibilitando aproveitar a paisagem que vai se revelando em detalhes.
O caminho faz parte da chegada: aos poucos, as cidades ficam para trás, a Serra da Bocaina começa a ocupar a paisagem e um ritmo um pouco mais tranquilo vai se estabelecendo.
Venha conhecer a Casa
Você pode participar de uma de nossas datas, trazer seu grupo ou conversar conosco sobre um projeto.
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